Ibernise Maria - 59 anos, natural de Recife/Pernambuco, residente na cidade de Indiara/Goiás é Engenheira Agrônoma, Engenheira de Segurança do Trabalho. Pedagoga, Historiadora-M.S. Fiscal Federal do Ministério da Agricultura do Brasil- Aposentada. Escritora Brasileira, autora do Método de Ibernise para Fazer Poemas. Seu projeto de poesias envolve três temáticas: Filosófica, Educativa e Romântica. Oferece aos seus leitores 10 e-books com download gratuito em sua biblioteca: http://www.ibernisemaria.prosaeverso.net/ebooks.phpA poesia não é o amor, nem forma de amor, mas pode ser o amor que se coloca no que se ver, ao se descrever ou converter em poemas as cenas poéticas da vida. Pode ser também a forma como se vive intensamente os amores, é memória coletiva de amor, neste mister, há muita identidade na ação criativa do poeta.
Mas a poesia pode ser trabalhada de outra maneira. A poesia pode ser um laboratório onde o poeta pode manipular suas experiências. O amor, é uma dessas experiências, que podem ter sido vividas, pelo poeta, ou podem ser narrativas de situações observadas, percebidas pelo poeta.
Mas as experiências de certo não estarão sozinhas. Podem estar lá, mas estão junto a outras, ou seja, não são o cerne. O romantismo no Brasil, diz muito sobre esta questão. Quando trata de criticas sociais revolucionárias, temas indigenistas, temas escravocratas, etc...
Exemplos importantes podem ser citados, com relação aos românticos brasileiros: Temos Antônio Frederico de Castro Alves destacou-se no romantismo. Em sua obra “Espumas Flutuantes” – 1870 com poemas abolicionistas. Em “Navio Negreiro” temos um romantismo tratando sobre a escravidão, poema que descreve e critica o tráfico de escravos em sua época.
A produção poética requer o estabelecimento de uma relação com o tempo, uma temporalidade diferente daquela que as preocupações práticas normalmente se impõem. Mas o ser romântico narra a vivência do romance, assim sendo, é exatamente aquela pessoa que não está afastada do mundo. Não pode haver isolamento nesta criação.
Nesta via de complementaridade temos ainda, o romantismo falando das Revoluções, na ótica critica social outro autor se destaca nesse período: trata-se de Sousândrade, Joaquim de Sousa Andrade, conhecido por suas preocupações sociais e o sentimento de americanidade, obras como: “Harpas Selvagens” – 1857, “O Guesa Errante” – 1866, “Novo Éden” – 1888/1889, “Harpas d’ouro”.
Entre outros românticos temos Gonçalves Dias de Magalhães, falando do índio.Justamente na primeira geração da poesia romântica brasileira que seria marcada pelos fenômenos temáticos Nacionalismo e o Indianismo. Gonçalves Dias escreveu “Confederação dos Tamoios” – 1856; e se destaca, como o mais importante nacionalista desta geração. Escreveu “Primeiros Cantos” – 1846; “Segundos Cantos” – 1848; “Últimos Cantos” – 1851 e “Os Timbiras” (inacabada) -1857, e outras.
Portanto como poesia não pode ser apenas reverenciada, reconhecida por seus temas de amor, também não se caracteriza por um exercício de isolamento, do poeta, muito menos, se remete a uma exposição de sua vida pessoal. Muitas vezes os poetas são lembrados como alguém que percebe menos que outras pessoas porque talvez percebam mais do que os outros percebem...
O poeta pode buscar, eventualmente, um retiro qualquer para organizar a efervescência de temas, para acalmar a explosão de versos que fluem nas relações, na oralidade, que brotam a todo tempo como cenas, quadros, ideias próprias à delicadeza da criação poética...
O trabalho poético pode ser fruto de isolamento, mas não é ausência pessoal e nem exílio geográfico. É um universo criativo onde a atmosfera se insinua e independe da realidade que cerca o poeta. A poética necessita de uma abstração, mas não de retirada estratégica. A poesia nasce em qualquer lugar, pode ser sentida em qualquer lugar. O poeta pode estar no meio do agito urbano ou no meio doméstico quando irrompe de repente, o texto, a inspiração e o mundo continua a fluir ao seu redor. O mundo nas pontas dos dedos e na ponta da língua, linguagem... Musicalidade, ritmo... Poesia.
Outros links em que os amigos podem me ler: www.ibernise.comDurmo no teu colo... Todas as noites...
Sonho com teu abraço colado em mim...
Sonho acordada, sorrio com tua corte...
Grudo em ti, escuto teu coração assim...
Tremo agarradinha, sinto teu cheiro,
Teu pulsar desejante... E ao sentires o meu,
Mais me apertas, contra os pelinhos de teu peito
Nesse jeito de aconchego que é meu e teu...
Inquietações me impedem de dar um só passo
E não arredam, nem cessam, e te convidam...
E assim me deitas de improviso no teu espaço
Onde completas meu prazer e choro comovida...
Ibernise.
NOVO DE NOVO
Protegia, da alma, os guardados
Que teriam nascido de um ovo
Escondido de todos os pecados,
Pois ela queria nascer de novo...
Esse tudo não poderia ser dado...
Conteúdo, experiências, ela queria...
E preservou-se em cada contacto,
Pois se o roubassem ficaria vazia.
Dentro o embrião origina o fogo mestre,
Conexão do outro, finito ao infinito,
E aquela luz di_amante a veste
Dando a si um colorido mais bonito.
Ibernise
RENASCER PARA SI
A casa está do jeito que quer, a rotina mora
No lugar, já marcou seu território a cada ano...
Mas há os grandes desafios que estão lá fora
E se põem como assuntos de primeiro plano.
O extraordinário pede atenção, flexibilidade,
E requer a sabedoria das glórias do mundo,
No apego aos privilégios da melhor idade,
Quer se realizar no ato do prazer e vai fundo...
Planeja o futuro com determinação redobrada
Vive em cada nicho, cada feudo, seu alvorecer...
Desafio dileto de manter sua marca registrada
A cada ponto, ser tudo que não conseguiu ser...
Agora o sentir intenso da vida vai absorver...
Sabe as medidas que ocupa, ou quer ocupar,
Sendo o si onde está a causa do tal renascer,
Na curiosidade, sente, o medo de alcançar...
Ibernise.
SÓ UM POUQUINHO DE AMOR
Uma coisa bulindo na minha cabeça,
Grudada como carrapicho de jardim,
Chama atenção quer que eu obedeça,
Tem sabor de uva e cheiro de alecrim...
Voz que pede em vão tua liberdade,
Coisa do desejo não tão fácil assim,
Posto que terias de sair por vontade
De ti mesmo, e te emprestar a mim...
Eras tu, seduzido pelos meus beijos
E emprestado de ti mesmo, e a fim...
Te chamava e vinhas a cada ensejo
Me amavas e voltavas pra ti enfim...
Ibernise.
TRILHAS...
Toda hora é hora de compartilhar
A riqueza de sentimentos,
Aqueles que nos fazem mudar
Nosso espelho e movimento.
Fazer trilhas mais largas
Para todos poderem passar,
Caminhar, aliviar sua cargas,
Conseguirem chegar a algum lugar.
Que seja lugar quente, ou frio,
Mas que acate as necessidades...
Onde o apego seja forte, não vazio,
Que seja pleno de cada verdade...
E sejam as mágoas esquecidas,
E a vida lasciva, mais abrasiva
Para manter a emoção aquecida,
No prazer se instale e sobreviva...
Ibernise
A ESPERA E O ENCONTRO
No encontro de cada dia,
Faria da tua amizade
A luz que me acendia
Um motivo de vontade...
Do jeito que eu queria
Nas nuances da verdade,
Que no teu olhar eu via
E mais sentia a saudade...
Do encanto que havia
Em toda tua bondade,
Que só a mim concedias
A cada necessidade...
Ibernise.
A NEGAÇÃO DO DESEJO
Diante do belo o melhor é relaxar
Fazer nada...
Deixar o sentimento comandar...
Fazermos as pazes com a vida
Para não nos esquecermos
De nossos próprios desejos...
Conhece-los já não é tão fácil
Mas depois de desvendados,
É só deixar fluírem, com cuidado...
O desejo é sutil e perigoso
Mas é ele que insere o prazer no coração
E não raras vezes a desilusão...
O sim e o não...
A solidão...
A imensidão
Do ser entre o tudo e o nada,
E o prazer dentro do coração
A fugir desesperado da razão,
Que o caça como um cão
Para lhe ensinar o valor do sim e do não...
Dizer não aos desejos dos outros não é fácil,
Difícil é dizer sim aos nossos desejos.
Convergir para dentro do peito todo o sentido
De ser acariciado pela emoção...
Colecionar carícias (para ti e para mim)
Como nossos troféus...
Carícias sensoriais...
Auditivas, tácteis, palatáveis,
Visuais,olfativas,
Indecifráveis, insondáveis, ocultas...
Que no exato momento se mostram só pra mim e ti...
E quando descobres me enrubesces,
Despertas o meu pudor,
Que é a minha excitação em ti...
Eu sei, te sinto
Tu sabes, me sentes...
Tu negas, sei que mentes...
Disfarçamos em risos e cócegas
Ou no silêncio dos inocentes
Na quietude das delicias,
Entregues, exaustos de negar,
Chegamos ao sim...
O script do coração a gente não esquece
O que a memória ama fica eterno...
Memória...
Tão dona de suas vontades,
Mas tão generosa também...
Ibernise.
NÃO POSSO NAMORAR CONTIGO
Quero falar do brilho dos teus olhos
Que nunca vi, mas parece que vejo,
Que enfeitam minha alma
Quando mais e mais te desejo...
É quando viajo neste sonho
De encanto e devaneio
Curiosa em descobertas
No limiar da paixão
De inicio de namoro,
É quando mais e mais te anseio...
Na oferta do algodão doce,
Entre sorrisos somos crianças...
Passeios à beira rio,
Atravessamos a ponte, sem fiança...
Teus braços à minha cintura
Um olhar distraído, arredio.
Num repente
Um beijo roubado,
Um selinho delicado,
Dentes desconfiados e trincados
Guardando a lingua nervosa,
Querendo sentir teu gosto,
Te provar e te descobrir,
Num convite confirmado...
E noutro momento...
Confinados em alcovas de cetins,
Numa intimidade única,
Dizes que me queres,
Me amas e gostas de mim...
E em lindos versos clamas
Aos meus ouvidos,
Assopros e sussurros
Em minha face carmim...
E teu abraço me força
E me prende num beijo,
Invasivo e primeiro...
Me apertas entre tuas pernas,
E me abandono, não me reconheço...
E me renovo inteira
Neste amor verdadeiro...
E tuas mãos atrevidas
Vão abrindo caminhos
Entre planícies, reentrâncias
E redemoinhos...
Onde nós dois avançamos
Num despentear, num desalinho.
Alças que caem,
Botões que fogem de suas casas ao toque,
Ao desabotoar-se em teus dedos...
E me tomas inteira, ao teu dispor
Completamente a mercê,
Voo, ganho asas
No teu beijo nas pontas dos pés,
Na palma da minha mão,
E na ponta de meus dedos...
Um mordiscar de petisco
Nos lóbulos das orelhas,
Num roçar mais saliente
Me tomas o busto a ti
E me acaricias de jeito
Como se me desses, de presente,
A própria presença de si...
Sabes mesmo como me fazer te sentir...
E mais me fazes sorrir
Num afago na nuca,
Numa mordida no umbigo...
Esperneio, não quero fim
Quero-te mais e mais,
Doce complemento e abrigo,
Mas se quiser evitar tudo isto,
Não posso namorar contigo...
É disso que tanto careço
Neste hiato que maltrata
E finjo que te esqueço
E que não me fazes tanta falta...
Ibernise
NAMORADO, MEU ESPELHO...
Em seus olhos me reconheço...
Nisso me encontro e me vejo...
Na carícia de seus abraços,
Na doçura de seus beijos,
Sempre cada vez mais,
E mais apaixonados...
Bem amado, meu...
Terno, envolvente, carente,
Dependente e deslumbrado...
E no ensejo benfazejo,
De seus toques de feitiço,
Me faço alvo de seus desvelos
Nos fetiches de minha alma,
Que inquieta sempre quer mais
Não se acalma...
Vive em ebulição,
Vive em estado pleno, de alucinação,
Pois vive amorosamente o amor,
Que é tudo, menos razão...
Ibernise
CAPRICHOS DA PAIXÃO
Minha paixão é estelar,
Minha paixão é douta,
É ingênua e maliciosa,
É esperta sempre muita,
Nunca pouca...
Uma paixão não virtuosa,
Confinada em corpo de virtude,
Ladeiras e subidas, redomas e gaiolas,
Quase sempre muito bem escondidas,
Muito bem disfarçadas, seduzidas...
Minha paixão...
É poder oculto de conter o incontido,
Um ciúme no medo de ser preterido,
Esquecido...
Uma insegurança num sofrimento atroz.
Um canto, um choro, um apelo
Uma ambição...
Um amor pensado,
No confronto da paixão
Impensada, apenas vivida,
Nas explosões de seus
Momentos de fogo e ablação,
Que não cedem ao modelo,
Pois paixão é seu padrão...
Ibernise
NEBULOSA ALMA...
Em nebulosas nos perdemos... Somos astros, temos órbitas... Nestas órbitas vivemos Nossa cena poética sonhada,
Arquitetada,
Esperada,
Espelhada e compartilhada.
A nossa maior esperança...
É viver, com o ser amado
Uma coalisão dessas encenações,
Desses momentos sonhados,
Esperados...
Na tela imagística pintada,
Com pinceladas da alma...
Somos a ternura do afago
Nas horas certas e incertas...
Somos o uivo sentido
Do velho lobo do mar
Em seu habitat a proclamar,
Ao resto do seu reino,
Que está a desejar algo distante, ]
Algo que não está ao seu alcance.
Algo que sempre vai procurar...
Somos a rosa e o espinho,
O cantar do passarinho,
Somos o néctar guardado no âmago da flor...
Somos alvo e flecha Coragem e medo,
no desassossego. O outro lado do amor...
Somos o ódio que esmaga,
O terror e a maldade...
E a carícia que ata e desata...
Somos o certo e o incerto, Pureza e impureza,
Residindo, em todas as nuances,
No solar da humana realeza.
Ibernise
FRAÇÕES...
Viver o poema perfeito
Requer conteúdo indisciplinar
Na forma complementar...
O alguém que é par,
Sendo a metade eleita,
Pode se representar
Em quadrados perfeitos
Ao infinito de cada olhar...
Ibernise.
EX SER SE HÁS IDADES...
A maior e mais serena
Forma de superação de sua falta interior,
Pode ser...
Mudar...
A dimensão do habitat da alma,
Fazendo-se acompanhar...
Pelo seu próprio espírito de luz.
Descobrir...
Na reticência final
O quanto seu ser é,
Tendo sido e sendo o que já foi...
Ibernise.
CONTRASTE...
Lá onde tudo nasce e tudo morre,
O alimento é ciclo energizante...
Traz o renascer e mais absorve.
A cada ponto novo enlace,
A cada voo kami-kaze,
A cada susto, a cada quase...
Dos fatos e seres ser acompanhante
Onde nasce e morre a realidade
Ser o realimentar do meio é relevante
Quando emerge a grande verdade
E entre tantos seres, ser dos seres...
Poder ser mais, ou irrelevante...
Ibernise
ÓRBITA
Contemplo a abóbada celeste
Nela vejo muitos corpos
Situados em universos amorfos
Tantos e tantos 'in contest'...
Todo o nada a flutuar, me reflete
Num expandir etéreo de partículas,
Que me atam por extremosas radículas
E me levam à órbita que se repete...
Ibernise
AMIZADE PURA MENTE PRA SI MESMA...
Se o ser humano tem um grande confidente
É amigo, e dele recebe grande apoio, parceria...
Entre os dois rola sempre muita empatia,
Que os despertam mais e mais comoventes...
Entre eles em tudo há forma emergente
De entendimento nas crises e brincadeiras.
Na prosa mais se apuram, são companheiros
Posto que, ambos, se revelam incipientes.
Acariciados em suas almas, porque são entes,
Entre um e outro, se comparam aos outros seres
Vêem a humana doentia infelicidade e prazeres
Incoerentes, reticentes porque são todos carentes...
E nesta falta suprema de comum raiz, mentem
Inconscientes, arremessam o resistir a sôfrega luta
E vencem, a cada dia, o que a miragem surta,
Não importa o porquê da hiperestesia que sentem...
Ibernise
O OLHAR DO MEU AMOR
Me comprazo pelo que sabes
De mim e de ti... Onde me cabes...
Extravasas por onde a ti não falei...
Escoas versos com palavras que me faltam.
Palavras do que a ti não contei
E se o fizesse no todo,
Ainda assim seria tão pouco,
Porque muito de mim não sei
Assim tão a fundo do que sabes...
A cada começo e a cada fim,
A cada não e a cada sim
Me olhas nos olhos
E tudo já sabes de mim...
Ibernise.
SEM CONTROLE
Flores e perfumes são casamento perfeito
Quando a sedução pega leve, leva amor,
E tudo convida a interação, encontro, pleito...
Uma revolução ao contrário, de servil valor.
E tudo que não se achava na composição,
Da forma desatinada, do sentimento e ato,
Ganha simplicidade exuberante de pretensão,
E a libido assume a cada comando do tato,
Quando o toque fica ao alcance da visão...
Ibernise
CRISE DE IDENTIDADE
Junto velhas histórias e novos sonhos
Nos batuques dos tambores da alma
Escuto meu bem me chamar, componho,
Me situo em sonata, que excede, espalma...
Notas em cores, símbolos, sensações fortes,
Algo grandioso e sereno, impressionista,
Sugere movimento lento, grandeza e sorte
Entre céu e mar num perfilar, nuvens ativistas...
Formas imaginárias, guias da emoção surda
Nos fazem atentos, elásticos, sedentos,
E num sussurro de amor clemente, absurdo,
Renasce ao esquecer o que perdeu por dentro.
Ibernise
ESPAÇO COMPLEMENTAR
Num passe de mágica
Te colhi como uma flor
Nem era pra tanto
Nosso amor desabrochou
Nem era pra ser
Madrugada afora
Nem era pra te tocar...
Sem conseguir te mandar embora
Te pedi para ficar
Quando, sair, você pareceu insinuar...
Imersa em quatro letras
Carentes e insistentes a nos rondar
Senti teu a-m-o-r me enlaçar
E o meu, eu também queria te dar.
E nem era pra eu, a ti, me ofertar,
E muito menos, dentro de mim te deixar morar...
Pensei que era pra me guardar,
Mas era amor, no espaço complementar...
Ibernise
SEM SAÍDA
Canta, meu rouxinol querido,
Melodias dentro do meu coração...
Renova este pacto escondido,
Pois que de mim não ouvirás "não".
Me abraces em surto de loucura,
Me entendas, me estendas a tua mão...
Faz deste corpo a tua nação
No cobertor de ternura, que é pra mim,
Cada batida do teu coração.
Meigo despojar em que
Me ofertas tua paixão...
Que me revelas coisas,
Me deixas sem chão...
Nessa imensidão vejo estrelas
Que se mostram tão belas, acesas
No teu céu, em que me doas,
E me alcanças envolvente na guarida
Que mais me quer, e fica...
Sem conseguir encontrar saídas,
Sem portas ou janelas
Me dominas, me prendes e desejas
Atordoado no momento em que todinha me beijas...
Ibernise
CLIMA É COISA DE PELE
Você me acende
Estou te querendo
Adentre me coração
Me colha nesta emoção.
E me sinto desejável
Nas linhas desta leitura
Entre faces mudas e rubras
O contato do nosso olhar
Em promessas a me incentivar
E me lanço mais
Porque mais, estou querendo
Querer e ser querida
Assim mais e mais você me acende
Atributos outros não contam
O comando sensual é coisa de pele,
De troca de fluidos e cheiros
De algo que nos atrele
E ganhe relevo falando por nós, por ti...
Instala-se o clima
Rola uma fantástica sequência
De um filme de amor e desejo
Romance e sedução em que mais te vejo
No fogo do teu abraço e dos teus beijos.
Ibernise
JARDIM DO AMOR
Rosas, miosótis e violetas
Embelezam os nossos sonhos
Num jardim, no arco-íris, no horizonte.
E enfeita nossa amizade despontando
Ramos perfumados de coloridas quimeras...
E cuidamos desse jardim em flor
Para que seja sempre belo
Nos eventos em que mais te quero,
Na delícia de teus abraços, mais calor...
São tantos rebentos que colho...
Lírios, cravos e margaridas
A realçar nosso canto, meu amor,
Pois do buquê que me ofertas
Na chegada e despedida,
Cada flor neste jardim
Ganha sua rega, e me alegra
A cada carícia que meu fôlego tirou.
Ibernise
RISCO CERTO
Por teu amor apenas sobrevivi
Compreendendo que era tempo de ficar
Vi estradas, evitei abrir caminhos
Na esperança de te reencontrar...
Nada ficou de tantas marcas
Porque o meu coração te queria,
Nessas águas calmas,
No valor do corpo fiz de tudo
Ganhei pureza, lavei a alma...
E os fatos falaram por ti,
E os medos não se aquietaram,
E a tristeza caiu em si
Nos leitos e ondas que ofuscaram...
Ibernise
O BRILHO DA ESTRELA
Brilhando como uma estrela
Enfrentaste as minhas verdades
E eu com tanto medo de vê-las
Busquei refúgio em ti mais tarde
Nem sabias de meus enredos
Mas me descobriste mais mulher
Sabendo mais de mim sem segredos
Colheste meu corpo mente e fé
E pelas veredas do tempo viajei
No teu amor que em mim habita
Se em tantas vezes caí, tropecei
Mais em ti encontrei acolhida
E sempre vale esta ilusão
Em mim e em ti renascendo
Pois a cada dia de parceria e união
Sinto o regozijo desta amizade sendo
ibernise.
A GUERRA MAIOR
O mal não poupa ninguém...
Até a melhor pessoa da terra
Luta pra vencer sozinha esta guerra,
Onde a alma se debate entre o mal e o bem...
A luz da manhã já não demora
Então para que sentir tanto medo?
Para fugir do tempo ainda é cedo...
O segredo do escuro pertence à aurora
Pela manhã o sol bate à porta
Esta dádiva abre portais e janelas
Areja a mente, aperta arruelas
Há esperança, há brotos na horta...
ibernise
SILVESTRES SENSAÇÕES
Sinto a tua beleza, nela me reconheço,
Pois me misturo, contigo, em aromas
Como silvestres seres em recomeço
De sutis filiações, estigmas e estomas...
Orifícios da epiderme foliar, pra respirar,
Impedir de sufocar, na paz e conivência...
Perceptível, tão visível_mente familiar
No lar, proteção e partilha de experiências...
Eu gosto mais e mais de a ti me misturar
Te reconhecer na área desta convivência
Te contemplar na calma e arrelia de amar
Em tempo e no tempo da conveniência...
Poema de Ibernise.
CASTELOS NA AREIA
Uma solidão bem acompanhada de si
Já não se precipita no lago com sede,
Já não tem medo de se ver a refletir
Nas águas turbulentas em que esteve...
Lança-se, ignora as redes dos lençóis
Entre tantos rios e matas ribeirinhas,
Entre flores silvestres e seus arrebóis
Alimentando o desejo, mais caminha...
Olhos encontram outros olhos, quando
Saciando o prazer na paixão, que morde
E arde, palpita pelo prêmio marcando
A esperada união, incrível, ao consorte...
Poema de Ibernise.
É DE MANHÃ...
Depois do sono nós ficamos conversando
Contamos histórias, relembramos casos...
Verbo cálido forma imagens, versando,
Num roçar de pele e comunicantes, vasos...
Antes que o dia esfrie nosso travesseiro
E na displicência deste terno momento
Colhemos os doces frutos alvissareiros
Que brotaram de nosso envolvimento...
Olhos marejam na emoção que nos toca,
Auspiciosa, arde em nosso leito de amor
E ainda sentimos que o regozijo aflora,
Como fera que devora e fixa marcador...
Ibernise.
LINGUAGEM É FOMENTO DE AMOR
Meu amado... Peço a tua palavra
Como peço a palavra de Deus...
Espero com muita fé esta lavra,
Que tem vindo pra regozijo, meu.
E chegando mostra novo resumo,
Pleno me abarca e me faz firme,
Toca as mágoas mostra o rumo,
Tudo transforma como num filme.
Linguagem... Via que te põe aqui...
Conexão e equilíbrio a comover,
Cresce, me une cada novo dia a ti,
Na sedução e fascínio de conviver.
Ibernise.
AMOR E SAMBA
Teu corpo em minhas mãos
É ritmo de samba e refrão...
É bateria, no compasso,
Avanço e Recuo no espaço...
Teu corpo em minhas mãos
É desfile, é pura afinação...
É gingado que realça harmonia,
É sonho, cores e fantasia...
Teu corpo em minhas mãos
É comissão de frente, exibição,
Coreografia de primeira,
Mestre sala e porta bandeira...
Teu corpo em minhas mãos
É vitória, é enredo campeão...
É paz na avenida, alegoria,
É alegria, encanto e parceria...
Ibernise.
COM FREQUÊNCIA
Sinto você meu amor... É quando
A emoção se torna tão intensa
Transborda, foge ao comando
Do meu corpo numa sentença...
Mente, não sente que pensa,
Sentimento oblitera e se refina,
Lascívia comanda e compensa
O rumo que percorre a retina...
Prazer demais eleva , desatina
Sentir esta energia tão boa,
Quando falta o ar e termina
O coração bate forte, ressoa...
Ibernise.
CORRESPONDÊNCIA*
É coincidência demais que o amor
De sua vida surja justo na sua vida...
E ao aparecer escoltado e sedutor
Lhe diz: _Vou ficar sem despedida.
Sorte que se mostra brinquedo.
Perna bamba, mão molhada, afina
Sem pressa... Ser feliz , sem medo
Na noite de amor que não termina...
Ibernise.
ERA SEGREDO
Me ponho a te esperar
Até que o dia amanheça
Nada me faz sossegar
Até que aqui apareças
Pois não me destes
Um beijo, e eu roubei...
E ante o mundo dissestes
Que por ti me apaixonei.
Mas não te dei este direito
De a todos me revelar
Te espero, quero outro beijo
Já não importa calar...
Ibernise.
BEIJOS DE SOL E CHUVA
Me queiras sem julgamentos
Porque não há luz sem sombra...
Nisto me renovo em sentimento,
Porque receita pronta, assombra.
Reine em beijos de sol e chuva
Sem esperas e nem amanhãs,
Em dias claros e noites escuras,
Em tempo digas que és meu fã...
Brinques, me faças de travesseiro
Sorrias, me dês espaço de cortesã
Acendas todos os nossos luzeiros
Com ações e palavras campeãs...
Ibernise
ENCONTRO DA NOITE COM O ALVORECER
No espaço do alvorecer, uma parte da noite
Entra no dia, em tom de deslumbramento...
Um falando para o outro antes do final pernoite:
_Ainda não, ainda não terminei, um momento...
Fica um pouquinho por tanto esperamos...
Teu corpo arde, emproa e cheira a carmim.
Vem e me faz mais do amor que praticamos
Fazendo-me merecer a tua espera por mim...
Meu alimento na terra úmida, estrela maior...
Adentras suave a este teu pedaço de lua
E me dás o teu amor malha rara, meu paiol...
E te vás, até a nova aurora em que serei tua...
Ibernise
VONTADE ENCOBERTA, BAILA COMIGO...
Baile comigo e neste gozo me farte
De tanto imaginar loucuras, belezas
Que falam, a minha mente, da natureza
Dizendo que a vida é amiga da arte...
De um esconderijo de paixão e sedução
Poesia que tem tanta vida, harmonia...
A rosa no cabelo, visão que acaricia,
Pés no riacho, minha mão na tua mão...
Rir, chorar te querendo mais um instante...
Pele macia, teus pelos a roçar em mim,
Amor por telepatia, o arrepio do teu sim...
Vento que te leva e me trás, inconstante...
Ibernise
REINA AMIZADE
Tua luz atingiu o fundo de um poço
E afinal vivo um sonho que cultivei...
Na liberdade deste cavalgar, o fosso
No qual não cai por que o circundei...
Profundidade num plano que cerquei...
Lugar vazio e solitário, de onde ouvia
Conversas, fazia planos, me consignei
Em trocas tudo que lá comigo, só, fazia...
Às vezes saía e via o clarão lá de fora
Do sítio, vale profundo onde meu sol
Afinal raiou, e me tocou com demora...
Dentro de mim reinas amo e arrebol...
Ibernise
PÁGINAS DA AMIZADE
No compasso da vida nunca paras
Virando páginas de um mundo
Bom... Traços inconsistentes, tara
Na medida constante que inunda...
Às vezes afoga, às vezes renova...
Mais vou, mais sigo ineptas pistas,
Trilhas de promessas, cumes à prova
De resistência, em tão altas cristas...
É quando me sinto mais sozinha
Que te encontro e me acompanhas,
E me apanhas caída, uma coizinha
De nada, renasço em tuas façanhas...
Ibernise
AMOR E DESCONTROLE
Amor supera capacidade de observar,
De me coordenar, moderar e liderar
Recriando oportunidades, ver o antes
E o depois na assistência constante...
Amor estágio que se ejecta, no objeto
Antes de o ser, tornando-o concreto...
Estágio, sufrágio, predador gerente,
Rebeldia respeitável inconsequente...
Ação atrevida de te querer surpreender,
No modo teu e meu me comprometer,
E me entregar nua a tua consciência...
Equilíbrio e convívio de minha ciência.
Ibernise
ILHAS OUVI OS POVOS
Roma está em chamas e não é problema
De Nero, talvez seja mais meu do que seu...
Talvez tenha que lutar, talvez tenha... Lema
Na ignorância ou apatia solidária, só meu.
Talvez tenha que morrer por um sonho,
Talvez tenha que alçar voo, bater asas,
Renovar forças, quando armas deponho,
Deixar de ser massa, passar ser a brasa...
Deixar que muitos se aproximem e falem,
E tomem a palavra e deixem de ser ilhas...
E que não façam julgamentos e se calem,
Promovam encontro de seus filhos e filhas...
Ibernise
SOBRE ENGAJAMENTO
Engajamento é conceito de unificação
No Interior e exterior, é plano de ação.
Reconhecer novatos como internos
Justo quando deixam de ser externos...
Engajar-se é vestir a camisa, defender
O signo do uniforme, na paz ou crise.
E se o favoritismo descer ou ascender
Faz que o todo doméstico se harmonize.
Engajar é o oposto de segregar, é somar...
Uma aritmética que eleva, nunca subtrai.
É forma de realçar o envolvimento, elogiar,
Incentivar, ensinar, dar a mão ao que cai...
Ibernise
UM SONHO NADA MAIS
Quando eu te vi no saguão da entrada
Contato rolou, te olhei, você me olhou...
Logo deixei no chão a bagagem jogada,
Corri, me dei ao desejo que me chamou.
Enquanto você me olhava assustado,
Me aninhei em teus braços, a perceber
Nossos corações baterem descontrolados.
A emoção não pudemos mais arrefecer...
Minhas mãos enroladas ao teu pescoço...
Fazia-me nos dedos dos pés a altura
Para te beijar na boca ao meu gosto...
Enfim me apertas, mais forte, a cintura!
E nos beijamos ali, sem nenhum pudor
Sem nada que nos afastasse, ficamos
Desfrutando arrepios e volúpias de amor...
Braços e mãos obedecendo a comandos...
E um chamado insistiu em nos atingir,
Naquele enquanto nós dois acordamos,
E cada um cuidou em seu plano seguir...
Ficou o sonho, o fingir, que nos olvidamos...
Ibernise
ADULTO VERSUS CRIANÇA
Aquela fantasia infantil,
Símile, aflora no adulto
Seduzido, na cena sutil,
Busca na alma o indulto...
E nunca passará um dia,
No vaidoso coração vazio,
Que o desejar não avalia
Aquela fantasia infantil...
Criança na forma restrita
Como ritual de um culto,
Que em si acolhe, levita
Símile, aflora no adulto...
É orgulhoso de si, é jogo,
E não se ver solitário vil,
Pois nega a virtude, fogo
Seduzido, na cena sutil...
Segredo se revela astuto,
Emerge, se estava oculto,
E o ser em salvo-conduto,
Busca, da alma, o indulto...
Ibernise
AS CORES DE UM PECADO
Dei minhas flores, pra te amar
Vaidosa e carente mais queria
Junto contigo a compartilhar
O mundo que a soberba alicia.
Caminhei,assim a passos largos,
Na exposição do pecado torpe
Na vaidade sem censo largo
Me diverti como bobo na corte...
Não foi obra de simples acaso
E dos eventos que me propiciei
Restou apenas o meu pecado
Na essência em que me olvidei...
Ibernise
É TERNO O RETORNO
Serei a tua Sherazade se eu der conta de manter minha sedução... Assim sempre terei tua amizade, contando novas histórias, influenciando teu coração, traduzindo sentidos e nexos, num contexto do mundo das palavras.
I -
Da palavra bebo
Das expressões me farto
Onde há verso e tato
Palavras atraem, palavras. Precisam ser bem cuidadas ao serem ditas e interditas. Este é o gostoso entrelace da linguagem, que nos abraça com vestimentas e roupagens.
II -
Te farei encantar-se
No meu colo e contacto
Sem esperar o ato
Darei sustentação, aos sonhos e desejos, imagens e situações, descobertas fantásticas e fantasiosas atenuando a dureza da rotina diária, conversinhas nossas de nadas e tudos.
III -
Teu tudo será meu nada
Nada que será todo meu fato
E terás o que era teu fado
Mas se por acaso te perder vou te manter na lembrança, tão perto que esta aliança simbólica brilhará lá no alto onde as estrelas formam constelações iluminadas. E serão, nos limites dos nossos momentos, como filmes a expressar tudo que um para o outro nos demos, e sentimos quando tudo tivemos.
IV -
Na saudade viverei o dia
Na noite imagens sem contato
Afetos servis e recatos
Mas se ainda assim longe andares, serás o albergue de minh'alma, numa memória que acalma e nesse transporte sentido e vivido sou alimento, porto e navio. Uma energia boa, de fio a pavio.
Ibernise
SE VOCÊ DIZ MEU NOME...
Saudade de aguçar os ouvidos
Ao ouvir você falar o meu nome
Ao me despertar num gemido
Enquanto o ardor me consome...
Num bater de asas que é a vida
Tal gado segue o berrante à saída
Sigo sua voz tão plena, comovida
Saudade de aguçar os ouvidos...
E espelho d'água na curva do rio
Lhe reflete sem que lhe chame
Num canto de amor em assobio
Ao ouvir você falar meu o nome...
Você caminha em mim no som
Na nobre aquarela dos sentidos
Retalho de cor que soa no tom
Ao me despertar num gemido...
E me deixa em tal desmantelo
Adentra o meu imaginário, some...
Mais tremo se tento escondê-lo,
Enquanto o ardor me consome...
Ibernise
CONJUGAÇÃO É VIDA
No cosmos somos todos irmãos
Moramos em uma mesma rua
Bebemos na fonte da expansão,
Natureza e saber que o ser atua
E se reconhece no seu horizonte,
Caminho que não é nova guarida,
Unidade de tantos povos de antes
E de hoje, dando sentido a vida
Que nos liga ao início, de novo,
Aos desígnios da nossa mãe terra,
Que afinal é abrigo e é consolo
Que abre e cerra, aterra e desterra.
Tão importante quanto a água,
E o ar que alimentam o homem...
Mas homem maneja fogo, espada
E sem prudência tudo consome...
O divino se instala no seu mistério,
Se o homem domina a linguagem,
Aliada a fala, escrita é ministério
Dos poetas, o espaço a margem...
O poeta, ao compor, a alma edifica...
A alma abarca pecados e virtudes,
Justiça que ao tudo e nada se aplica
E reclama temperança nas atitudes...
Carece de fortaleza, a esperança
Irmã simples que crê em tudo...
E este tudo posto, é nada, avança,
Assim cresce o flamejante estudo...
Nada... Pó é terra, na água e no ar,
Remete ao éter e tudo vira desejo
A conjugar fazendo, no verbo amar,
De todos nós, só o sereno cortejo.
Ibernise
A FORÇA DO ESPÍRITO
Colheitas especiais, dão, as sementes da verdade.
Assim, o que cada um enxerga, o mundo significa,
Sem haver a vitória da razão sobre a honestidade,
Que o engodo da injustiça sobre o justo, complica...
Mais o ser se torna generoso, ideológico, amoroso
E o seu amor se faz sol, luz, fogo, terra, água e ar;
Despertando-o pra o divino e mistério; neste gozo,
A remição das culpas o faz se renovar e despertar...
Um sono que era profundo, naquele seu caminhar,
Quando nem sabia o porquê do que seria perdoado,
Viu onde as gramas verdes brotam, achou o lugar.
Onde penetrou sua alma, aquele pássaro dourado...
Ibernise
O SOL ME TOCOU...
Você está no fundo de cada uma
De minhas vontades, meu desejar...
Você é um grande sol, costuma
Iluminar as estradas sem as tocar...
E quando meus desejos acobertas
O que me dás já me basta, creditas...
Precioso, de nada preciso, só certas
Rotas que descobres ou interditas.
Conquistando os espaços nossos
Anuncias tantos horizontes comuns
E nesta estranha contradição posso
Sentir a sedução de todos e nenhuns...
Ibernise




















































































